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  • Vinicius Romolo Silva

A era da colaboração nas empresas é uma realidade.

Atualizado: 10 de Set de 2018

A fragilidade do modelo organizacional atual, baseado no medo, competição, vitimismo, escassez e ganância, está abrindo espaço para o cuidado, a colaboração, o protagonismo e o compartilhamento.


Abaixo, Raj Sisodia, autor do livro Capitalismo Consciente e Liderança Shakti, jogando uma partida de Freshbiz.

Raj Sisodia, autor do livro Capitalismo Consciente e Nilima Bhat, autora do livro Liderança Shakti, em uma partida de Freshbiz

A falsa suposição, que as atuais empresas devem maximizar os lucros, em detrimento de dar benefícios aos seus acionistas, têm subestimado a limitação produtiva, e mental, de seus stakeholders: comunidade, fornecedores, colaboradores e clientes.


A partir de 1970, início da terceira revolução industrial, época que a alta tecnologia começa a tomar conta das linhas de produção, houve um posicionamento econômico para que executivos focassem em aumentar suas remunerações de acordo com o aumento de lucros. Devido a esse aumento, e a busca incessante por lucros, os funcionários, com salários médios não reajustados, foram incentivados a produzir cada vez mais.


Em junho de 2018, o Tribunal Regional Federal (TRF), derrubou uma liminar de 2010 que permitia as empresas a não divulgarem os salários de seus funcionários. Com isso, a transparência se fez valer, e foi possível ver a diferença salarial de acionistas e funcionários, atingindo, em alguns casos , a 400 vezes acima do salário médio de um funcionário, R$ 4.000,00.


A qualidade de como levamos nosso dia a dia, está diretamente ligada as diversas empresas que nos rodeiam. Seja a empresa que trabalhamos, a que compramos produtos/serviços ou a que convivemos de alguma outra forma. Estas, possuem um papel fundamental em nossas vidas, e são as que mais nos afetam socialmente.


Pessoas, e não empresas, tomam decisões. Devido a magnitude do impacto socioambiental que geram, as empresas devem acompanhar o trajeto da evolução humana que passamos, essa nova era para a grande transição.

Uma empresa, consciente do valor que gera ao mundo, possui um poder transformador enorme. Por isso, essas decisões devem ser baseadas nos princípios do Capitalismo Consciente, que são: Integração de stakeholders, propósito, cultura, gestão e liderança consciente.


A transição para esse mindset é gradual e longa. A cultura da empresa deve estar enraizada nesses princípios citados acima. O momento atual é de mudança de era, uma transição importante que temos o privilégio de vivenciar. Grandes desafios e oportunidades requerem ações ousadas para a quebra do paradigma antigo, que resistirão por algum tempo ainda.


Porém, não há tempo a perder. Os recursos são escassos e o relógio está correndo. Todos temos que assumir o papel de agentes de mudança no espaço que alcançamos. Assim, a transição para uma era que para alguém ganhar, ninguém precisará perder, será cada vez mais rápida, e chegará o ponto, que empresas que não estiverem conscientes de sua presença nos negócios, ficarão de fora desse novo jogo, com novas regras.

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